Karoline Carula, Maria Letícia Corrêa, Maria Emília da Costa Prado
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Reunindo versões ampliadas e revistas por seus autores de textos previamente selecionados entre as comunicações apresentadas no XI Colóquio Tradição e Modernidade no Mundo Iberoamericano. Intelectuais, Nação e Cultura: Movimentos, Identidades e. Migrações, esse e-book contém 12 capítulos. O critério adotado nessa seleção foi o de promover uma análise aprofundada da temática dos intelectuais no espaço ibero-americano e, em especial, no Brasil, compilados segundo os eixos temáticos e cronológicos que organizam as duas partes do livro, Modernidade e progresso (século XIX) e Modernidade e nação (século XX).
Para os intelectuais hispano-americanos e luso-brasileiros, a questão nacional sempre se apresentou como um desafio. A manutenção ou a ruptura com o legado ibérico ocupa lugar destacado em suas formulações. Nesse sentido, a adoção de medidas institucionais e sociais capazes de viabilizar nesses países a construção do modelo político e social que define a modernidade pode implicar a quebra dos modos tradicionais de organização da sociedade e de construção do Estado.
Nesse embate de ideias, práticas políticas e modelos culturais, a América Latina implantou, ao longo do século XX, instituições políticas modernas, sem que deixassem de existir práticas políticas que indicam a permanência de valores ibéricos tradicionais. Tal constatação sugere a perscrutação dos conteúdos da vida política e social ibérica em seus momentos fundadores, pensados com base no período colonial, e em suas manifestações contemporâneas, em particular no que diz respeito à formação dos chamados blocos com a Europa e o Mercosul. Assim, os pesquisadores integrantes da iniciativa se debruçaram sobre as diferentes conjunturas, temporalidades e espacialidades que compõem o chamado “mundo ibérico”, examinando suas especificidades na cultura política moderna.
Ao longo de todo o século XIX, a América ibérica foi palco de acirrada disputa no campo das ideias e das práticas políticas em torno dessa temática. A questão dos paradigmas a serem seguidos se encontrava no centro de tal debate: tornar os novos Estados o mais próximos possível dos modelos representados pela Grã-Bretanha e pela França ou voltar-se ao modo como o Estado norte-americano foi construído, viabilizando-se o abandono do legado colonial. A possível definição de uma dualidade entre o que é ibérico e o que pode ser anglo-saxônico constituiu, assim, o objeto central dos debates que resultaram nesta publicação.
Elizabeth Santos de Souza
Júlio César Suzuki, Maria Margarida Cintra Nepomuceno, Gilvan Charles Cerqueira de Araújo
Mônica Martins e Leandro Malavota.
Janaina Cardoso de Mello
Mônica de Souza Nunes Martins, Marina Monteiro Machado, Daiane Estevam Azeredo & Thiago de Souza dos Reis
Marilene Proença Rebello de Souza, Rocio Rosero Jacome, Alayde Maria Pinto Digiovanni, Rogelio de la Mora, Maria Letícia Corrêa, MÔNICA DE SOUZA NUNES MARTINS, Mayabel Ranero Castro, Elissa Rashkin, Cristina Retta
Janaina Cardoso de Mello
Alan Dutra Cardoso, Márcia Motta, Marina Machado, Reynaldo Pessôa
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