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O livro elege como temática o processo de adesão do Brasil a um sistema internacional de regulação e governança dos direitos de propriedade industrial, fundado em 1883. Partindo-se de uma reflexão sobre as relações entre as exposições universais, a inovação, a apropriação tecnológica e o desenvolvimento capitalista na segunda metade do Oitocentos, o estudo procura investigar os motivos, objetivos e circunstâncias que levaram o Império do Brasil a aderir prontamente à Convenção da União de Paris para a Proteção da Propriedade Industrial, primeiro acordo multilateral sobre a matéria, antecipando-se a vários países industrializados e tecnologicamente avançados. Tendo em vista a crescente problematização da temática da propriedade intelectual na contemporaneidade, a obra aponta como a história pode oferecer ferramentas que venham a ser particularmente úteis para a resolução de problemas e desafios atuais, criando bases para uma melhor compreensão dos instrumentos de exclusão e acesso a bens tecnológicos, bem como a uma adequada avaliação da extensão de seus impactos sociais.