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Na colônia de Ijuí, o Padre Cuber afirmou que o planalto rio-grandense era uma ‘Babel do Novo Mundo’. Esta expressão teve a felicidade de retratar as diferentes línguas faladas pelos moradores – português, alemão, italiano, polonês, além dos idiomas indígenas, mas também a referência a uma ‘Babel’ é adequada para entender um processo em que grupos com diferentes objetivos não se entendem. Esta obra de Marcio Both da Silva é um importante e inovador estudo sobre a fronteira agro-pastoril do norte do Rio Grande do Sul no final do século XIX e início do XX. A ocupação destas terras não foi um processo pacífico e harmônico. Este trabalho demonstra como as matas nativas desta região já eram habitadas por indígenas ou descendentes de escravos, normalmente denominados como “caboclos” ou “nacionais”. O autor rompe com a tradição historiográfica que glorifica o imigrante europeu e vislumbra o interior do país apenas como um “vazio” demográfico a ser preenchido pelo homem branco.” (Extraído do texto do prof. Paulo Pinheiro Machado, autor da orelha do livro).